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Um estudo, elaborado pelo Instituto de Investigação Séissmo na Alemanha e na França, revelou que a ida às compras a um supermercado é impregnada pelo medo de contaminação e que é uma aventura que até agora não conhecíamos, estando repleta de medo e de contaminação.

Segundo o estudo “Shopping exfearience”, atualmente, uma simples ida ao supermercado é cuidadosamente planeada e que respeita a lista previamente elaborada, o que não permite ao cliente efectuar compras espontâneas. O número de idas ao supermercado é também uma preocupação, e o objetivo é reduzi-las ao máximo, efectuando compras para colmatar as necessidades de 6 a 10 dias, tendo sempre em atenção os horários para tentar encontrar o mínimo de pessoas possível.
Para além de efectuarem as compras para a própria casa, existe uma preocupação em efectuá-las para outros, nomeadamente os mais idosos.

Aquando a escolha do supermercado onde ir às compras, os consumidores dão preferência a lojas com grandes dimensões, com parques de estacionamento igualmente grandes, com corredores largos e com prateleiras com alturas acessíveis. Todas estas características farão com que se sintam mais confortáveis e seguros.

É notada uma maior tendência masculina a efectuar as compras, que apresentam mais tempo e que encontram nesta tarefa um escape para sair de casa (por trabalharem em casa e/ou parcialmente, ou que estão sem trabalho) e que são menos sensíveis relativamente aos preços.

O momento da compra é dominado pelo medo e pela incerteza, existindo constantemente um desejo de manter distâncias de segurança e evitar contactos tendo também uma sensação que existe muita gente dentro do estabelecimento. Antes da pandemia, a atenção estava virada para os produtos, preços e ofertas especiais, nos dias de hoje o foco está virado para as restantes pessoas presentes.

As embalagens voltaram a ter de novo a sua missão inicial: Proteger. Existe receio em tocar em algo que possa estar contaminado, desde ter de tocar no carrinho até ao facto de ter de tocar no dispositivo de pagamento por cartão e ter de colocar o PIN. Particularmente sensíveis, onde é posta em causa as questões de higiene, são as simples acções de comprar ténis, escolher fruta ou legumes especialmente quando é visível a possibilidade de toque por parte de outras pessoas (sem luvas).

Toda esta nova envolvente no processo de compra, desde máscaras, luvas caixas de pagamento protegidas e mensagens de segurança em vez da habitual música, instalam um ambiente preocupante que o estudo classifica como “uma atmosfera apocalíptica”.

Definitivamente a experiencia de compra deixou de ser aquilo a que estávamos habituados, começando em casa com a elaboração da lista e acabando igualmente em casa, com a desinfecção de todos os produtos adquiridos. A normalidade que todos desejamos voltará quando uma simples ida ao supermercado voltar a ser a normal “tarefa aborrecida”.

Acreditamos que esta envolvente de medo e receio, e que devido à pressão que as pessoas sentem, o mundo digital tem ainda mais relevância, notando-se uma crescente consulta ou compra através dos websites e lojas online.

Tem uma empresa ou gere uma marca? E está preparado para a pré-compra ou mesmo a compra online dos seus clientes?

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